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Guerra Comercial: como isso reflete nas importações e exportações do Brasil

26/04/18  |  Importação

Guerra Comercial: como isso reflete nas importações e exportações do Brasil

 

 

Como você viu no último texto publicado aqui no blog da Brasil Importex, o protecionismo voltou a ser uma palavra muito em voga. Isso ocorreu devido ao fato de que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, anunciou no início de março de 2018 tarifas em relação ao aço e ao alumínio importados pelo país. Muito mais do que indignação por parte da comunidade internacional, a medida fez com que especialistas trouxessem ainda outro conceito à tona: uma temida guerra comercial.

Hoje, a Brasil Importex vai ajudar você compreender e navegar nesse novo cenário que tem recebido muito destaque no comércio exterior. E, mais que isso, vamos também analisar quais são as possíveis consequências – tanto positivas como negativas – que tudo isso pode ter para as importações e exportações do Brasil.

O que seria uma guerra comercial?

No sistema econômico atual, pautado principalmente pela ideologia liberal, os países realizam trocas entre si. Porém, conforme dita inúmeros economistas clássicos, essas relações, se positivas por um lado, podem também acabar prejudicando a economia e a competitividade de um país.

Surgem então medidas protecionistas. Ou seja, leis que têm como objetivo restringir a entrada de mercadoria alheia no mercado de um país por meio da aplicação de taxas. Isso acaba gerando certa competitividade entre os países, afinal de contas, para que um país tenha superávit comercial (exportam mais que importam) outros precisam ter um déficit (importam mais do que exportam).

A taxação do alumínio e do aço por parte dos Estados Unidos acabou gerando a semente de uma guerra comercial. Em represália à medida norte-americana, a China também anunciou taxas para produtos do seu maior rival econômico. Uma queda de braços estava estabelecida, cada vez pendendo para um lado.

 

Guerra Comercial entre EUA x China: como fica o Brasil?

Duas coisas são claras no contexto de uma guerra comercial. A primeira é que não há vencedores claros, o que acontece é que há o país (ou países) que sairá(ão) perdendo menos. Segundo, isso irá, sem sombras de dúvidas, ter consequências para o Brasil.

Os Estados Unidos e a China não são apenas as duas principais potências mundiais no plano econômico. Eles também são os principais parceiros comerciais do Brasil. Obviamente, uma briga entre os dois irá respingar por aqui.

O embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Exportações e Investimentos do Brasil (Apex Brasil), afirmou, em entrevista para a rádio Estadão, que uma guerra comercial, apesar de ser um mau negócio para todos, pode apresentar certas vantagens para alguns países.

“Todo segmento em que incidir tarifas adicionais e o Brasil for um produtor competitivo apresenta potenciais vantagens. No momento, o mais evidente são as vantagens de ingresso no mercado chinês, para, por exemplo, suínos, possivelmente em outas áreas do setor agropecuário e industrial”, afirmou Jaguaribe. Contudo, ele fez uma ressalva: “Mas eu quero caracterizar que essas coisas são tópicas e muitas vezes insustentáveis”.

Ainda resta esperar para que possamos saber se os dois países, ao invés de uma guerra comercial declarada, irão preferir seguir uma via mais diplomática para resolver a situação. Contudo, com Donald Trump no poder nos EUA e Xi Jiping como governante quase-vitalício da China, podemos adiantar que essa questão ainda irá suscitar muitas outras perguntas.

E não perca todos os artigos publicados mensalmente aqui no blog da Brasil Importex!

 

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