Para muitas empresas, a escolha da rota de frete internacional ainda é uma decisão baseada quase exclusivamente no valor da cotação. O problema é que o frete é apenas uma parte do custo total da importação.
Ao desconsiderar outros fatores, o que parecia economia no início pode se transformar em aumento de custos, atrasos e impactos no fluxo de caixa e no estoque.
Neste artigo, você confere como mudar essa lógica, aprendendo a escolher a rota que reduz o custo total. Acompanhe e saiba como economizar na importação de produtos.
Por que o menor frete nem sempre é a melhor escolha?
O valor do frete internacional mais baixo costuma ser tentador, mas nem sempre é a melhor escolha. O motivo é simples: uma rota aparentemente barata pode esconder custos elevados em outras etapas, como armazenagem, taxas portuárias, demurrage e manuseio.
A escolha baseada somente no valor do frete torna a operação menos previsível, com maior risco de ruptura de estoque ou excesso de capital imobilizado. Esse erro pode comprometer a rentabilidade da importação, sobretudo para empresas que operam com margens apertadas.
O conceito de custo total na importação
O custo total exige olhar para a operação como um fluxo integrado, do fornecedor ao destino final. Isso inclui o transporte internacional, mas também todos os custos diretos e indiretos associados à rota escolhida.
Entram nessa lista componentes como: tempo porta a porta, risco de atrasos, custos no porto ou aeroporto, taxas de manuseio, entrega nacional, seguro, necessidade de consolidação de carga e impacto no estoque.
A importação planejada mapeia esses componentes antes da aprovação da cotação do frete internacional. Assim, a empresa pode escolher a alternativa com melhor custo total, minimizando riscos e prejuízos.
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Tempo porta a porta e impacto no estoque: por que avaliá-los ao escolher a rota?
O prazo real de uma importação não é o tempo de trânsito marítimo ou aéreo isolado, mas sim o tempo porta a porta. O processo inclui coleta, embarque, trânsito internacional, desembaraço aduaneiro e entrega nacional.
Quanto mais longo e incerto esse prazo, maior o impacto financeiro sobre o estoque. Importações lentas aumentam o custo de capital, pois o dinheiro fica imobilizado por mais tempo antes de gerar receita. Prazos longos elevam o risco de ruptura, principalmente em operações com giro rápido ou sazonalidade.
Em muitos casos, pagar um frete ligeiramente mais caro resulta em redução do custo total, pois diminui o tempo de estoque parado. Estrategicamente, vale mais a pena.
Risco de atrasos e custos invisíveis da rota
Rotas com múltiplas escalas, portos congestionados ou necessidade de consolidação apresentam maior risco de atrasos. Consequentemente, possuem custos invisíveis, como armazenagem adicional, multas e custos operacionais internos.
A escolha baseada apenas no valor do frete internacional pode direcionar a carga para um porto mais barato, porém menos eficiente, aumentando o risco operacional e os custos no destino. Por isso, verifique sempre se a alternativa mais barata é realmente a melhor escolha, analisando variáveis do processo.
Marítimo, aéreo ou carga consolidada: qual e quando utilizar?
A escolha da rota ideal depende do perfil do produto, do volume, do valor agregado e da urgência da operação. Veja quando escolher cada modalidade:
Frete marítimo
Modalidade que faz mais sentido para grandes volumes, produtos de menor valor agregado e quando há previsibilidade de demanda. O prazo é mais longo, mas o custo por unidade tende a ser menor.
Frete aéreo
Compensa quando o valor da mercadoria é alto, o giro é rápido ou há risco de ruptura de estoque. O frete aéreo é mais caro, porém o impacto positivo no fluxo de caixa e na disponibilidade do produto pode justificar a escolha dentro de uma análise de viabilidade bem estruturada.
Carga consolidada
É uma excelente estratégia para volumes menores ou importadores em fase de teste de mercado. O custo por metro cúbico é maior, mas a carga consolidada reduz capital imobilizado, testa fornecedores e mantém maior flexibilidade logística na importação.
Como comparar rotas: tome decisões de frete estratégicas
Uma forma prática de tomar decisões mais estratégicas é adotar uma planilha mental simples, baseada em custo total por unidade, prazo real e previsibilidade.
O custo total por unidade inclui todos os gastos logísticos divididos pela quantidade importada. O prazo real avalia quanto tempo o produto levará para estar disponível para venda. Já a previsibilidade mede o nível de risco da rota, considerando histórico de atrasos, complexidade operacional e estabilidade do fluxo.
Essa abordagem transforma a cotação frete internacional em uma ferramenta estratégica, sem priorizar um número isolado na escolha. Assim, a importação se torna mais alinhada aos objetivos financeiros da empresa.
BR Importex: tenha suporte especializado na escolha da rota ideal
A BR Importex apoia importadoras na cotação frete internacional, com comparações entre alternativas, escolha de rota e planejamento logístico completo para reduzir o custo total com previsibilidade.
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